

BLS
Cadillac
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O Cadillac sueco
O Cadillac BLS foi apresentado em 2005, durante o Salão de Genebra, como uma tentativa da Cadillac de entrar no competitivo mercado europeu de sedãs médios de luxo. Diferente dos modelos tradicionais da marca, que sempre foram grandes e imponentes, o BLS foi pensado especificamente para o público europeu, acostumado a carros mais compactos e eficientes, concorrendo diretamente com modelos como BMW Série 3, Audi A4 e Mercedes-Benz Classe C. Seu design trazia a identidade visual da Cadillac da época, marcada por linhas angulares, grade trapezoidal cromada e faróis estreitos, dando ao sedã uma aparência distinta, mesmo compartilhando plataforma com o Saab 9-3 e outros modelos da General Motors.
A Cadillac, que historicamente sempre foi associada ao luxo americano, ousou ao criar um carro desenhado e produzido com foco fora dos Estados Unidos. O logotipo com o tradicional escudo Cadillac estampava um modelo que tinha muito de europeu na sua concepção, mas ainda carregava o prestígio e a aura da marca de luxo americana. O BLS foi produzido na Suécia, na fábrica da Saab, o que reforçava essa ligação transatlântica entre os estilos automotivos americano e europeu.
Tecnicamente, o BLS oferecia uma ampla variedade de motores para atender às preferências europeias, algo incomum para a Cadillac. Havia opções a gasolina, como o 2.0 turbo em versões de 175 cv e 210 cv, além do V6 2.8 turbo de 255 cv, que entregava desempenho mais condizente com o luxo da marca. Pela primeira vez na história da Cadillac, também foram oferecidos motores a diesel: um 1.9 turbo de origem Fiat, com versões de 150 cv e 180 cv, que ampliava o apelo do modelo no continente europeu, onde os carros a diesel eram extremamente populares na época. O câmbio podia ser manual de cinco ou seis marchas ou automático de cinco velocidades, com tração dianteira.
A suspensão, herdada do Saab 9-3, era independente nas quatro rodas, privilegiando o conforto em rodagem, mas sem perder a firmeza típica dos sedãs alemães concorrentes. Os freios a disco nas quatro rodas com ABS eram de série, e o carro contava com equipamentos modernos para o segmento, como controle eletrônico de estabilidade, ar-condicionado automático dual zone, bancos em couro e sistema de som premium. O interior, embora funcional e bem acabado, foi muitas vezes criticado por ser muito semelhante ao do Saab, não transmitindo o nível de exclusividade esperado de um Cadillac.
No Brasil, o Cadillac BLS praticamente não teve presença oficial. Ele não foi importado pela marca de forma regular, e as poucas unidades vistas no país chegaram por importação independente. Isso fez dele uma verdadeira raridade no mercado nacional, com valor mais simbólico do que comercial. Para os brasileiros, possuir um BLS significa ter um Cadillac diferente, pouco conhecido, que se afasta da imagem tradicional de grandes sedãs ou SUVs da marca.
O Cadillac BLS teve vida curta. Produzido de 2005 a 2010, não conseguiu alcançar o sucesso esperado, muito por carregar características que se distanciavam da essência da Cadillac. Apesar disso, ele foi importante como experiência, pois mostrou a tentativa da marca de se adaptar ao mercado europeu e explorar novas possibilidades. O modelo teve até uma versão station wagon, lançada em 2007, algo também inédito para a marca.
Entre as curiosidades, o BLS é lembrado como “o Cadillac sueco”, já que foi inteiramente produzido na Europa e compartilhou muito de sua base com modelos da Saab. É também um dos raros exemplos de quando a Cadillac abriu mão do estilo puramente americano para tentar se reinventar, o que o torna um capítulo curioso e diferente na longa história da marca.
Sobre o design:













































