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Azimut

Lada

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O SUV que simboliza a reinvenção da marca russa

O Lada Azimut representa uma mudança simbólica e estratégica profunda na trajetória da Lada, funcionando não apenas como um exercício de estilo, mas como um projeto real que já tem produção confirmada para 2026. Apresentado oficialmente em 2025, o Azimut surge em um momento em que a AvtoVAZ, após a ruptura com a aliança Renault-Nissan e o isolamento tecnológico imposto por fatores geopolíticos, precisava redefinir sua identidade e mostrar capacidade de desenvolver um SUV moderno sem apoio externo. Diferentemente de projetos anteriores, que buscavam apenas atualizar plataformas antigas, o Azimut aponta para uma reconstrução conceitual: um SUV médio de linguagem global, pensado para dialogar com o mercado contemporâneo e competir diretamente com modelos como Toyota Corolla Cross e Chery Tiggo 7.
O contexto de criação do Azimut é inseparável do momento histórico da indústria russa. Com acesso limitado a plataformas estrangeiras e cadeias globais de fornecimento, a AvtoVAZ passou a investir em desenvolvimento interno, ainda que com recursos restritos. O Azimut nasce exatamente nesse cenário, como um produto estratégico, voltado a demonstrar até onde a Lada pode ir sozinha em termos de design, engenharia e posicionamento.
Desenvolvimento, engenharia e racionalização do projeto
O Azimut foi concebido sobre uma nova plataforma modular de tração dianteira, derivada da arquitetura utilizada no Lada Vesta, mas ampliada para suportar dimensões maiores e novos conjuntos mecânicos. A engenharia priorizou robustez, simplicidade e custo competitivo, mas já prevê espaço para evoluções futuras, como eletrificação leve. A produção será realizada na fábrica de Togliatti, tradicional sede da AvtoVAZ, com início previsto para 2026.
Design externo e posicionamento estético
Visualmente, o Lada Azimut marca uma ruptura com a estética utilitária que historicamente definiu os produtos da marca. A carroceria adota proporções típicas de um SUV médio moderno, com 4,35 metros de comprimento, 1,80 metro de largura e altura próxima de 1,65 metro. A dianteira apresenta assinatura luminosa em LED, grade ampla e superfícies angulares, transmitindo robustez e modernidade. A lateral reforça essa abordagem contemporânea, com arcos de roda bem definidos e linha de cintura alta, enquanto a traseira traz lanternas horizontais conectadas por um friso, enfatizando largura e estabilidade visual.
Interior, ergonomia e proposta de uso
O interior representa uma das maiores evoluções da Lada. O painel é totalmente digital, com tela de 10 polegadas para multimídia e quadro de instrumentos configurável. O sistema de conectividade inclui suporte a aplicativos locais e integração com serviços russos, substituindo soluções ocidentais indisponíveis após as sanções. O espaço interno é competitivo, com entre-eixos de 2,65 metros, garantindo conforto para cinco passageiros e porta-malas de cerca de 430 litros. Os materiais utilizados são superiores ao padrão histórico da marca, com superfícies texturizadas, iluminação ambiente e acabamento pensado para transmitir modernidade.
Motores, transmissões e desempenho
Do ponto de vista técnico, o Azimut estreia com motores a gasolina desenvolvidos pela AvtoVAZ. O principal conjunto será o 1.6 aspirado de 106 cv, já conhecido do Vesta, combinado a câmbio manual de 5 marchas. Haverá também uma versão mais potente, com motor 1.8 de 122 cv e câmbio automático CVT. A AvtoVAZ confirmou que versões híbridas leves estão em estudo para o futuro, mas não estarão disponíveis no lançamento. O desempenho é adequado para a proposta familiar: aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 11 segundos e velocidade máxima próxima de 180 km/h.
Suspensão, comportamento dinâmico e condução real
A suspensão segue configuração tradicional: McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. A calibração prioriza conforto em pisos irregulares, característica essencial para o mercado russo, sem comprometer a estabilidade em rodovias. A direção elétrica progressiva facilita manobras urbanas e mantém precisão em velocidades mais altas.
Tecnologia, segurança e eletrônica embarcada
O Azimut traz sistemas de assistência ao condutor inéditos na linha Lada, como controle de estabilidade, assistente de partida em rampa, câmera de ré e sensores de estacionamento. Nas versões superiores, haverá alerta de colisão frontal e monitoramento de ponto cego. O pacote de segurança inclui múltiplos airbags e estrutura reforçada para atender às normas locais.
Mercado, presença internacional e trajetória comercial
O Lada Azimut será lançado inicialmente no mercado russo em 2026, com preços estimados entre 1,5 e 2 milhões de rublos (aproximadamente R$ 100 mil a R$ 130 mil). A AvtoVAZ planeja exportar o modelo para países da Ásia Central e alguns mercados emergentes, posicionando-o como alternativa acessível aos SUVs globais.
Legado e importância histórica
O legado do Azimut está em sua mensagem: ele representa a tentativa da Lada de se reposicionar como uma marca capaz de dialogar com tendências globais, mesmo operando em isolamento tecnológico. Ao contrário de modelos clássicos como o Niva ou o Granta, moldados por limitações estruturais, o Azimut nasce como uma escolha consciente de reinvenção.
Conclusão
O Lada Azimut é menos um automóvel e mais um manifesto transformado em produto. Ele sinaliza a intenção da AvtoVAZ de romper com décadas de dependência de plataformas antigas e de uma estética puramente funcional. Ainda que sua produção enfrente desafios técnicos e econômicos, o Azimut cumpre um papel essencial: redefinir o horizonte da marca. Pela primeira vez em muito tempo, o futuro da Lada é apresentado não como continuidade do passado, mas como tentativa consciente de reinvenção.

Sobre o design:

O Azimut é menos um automóvel acabado e mais um vetor apontado para o futuro. Ele nasce como gesto simbólico, como afirmação de direção em um momento em que a ideia de identidade pesa mais do que a escala de produção. Seu nome sugere orientação, leitura de horizonte, escolha consciente de rumo. O Azimut não quer ser apenas visto; quer ser interpretado. É um objeto que anuncia intenção, um ensaio tridimensional sobre o que pode vir a ser a próxima linguagem de uma marca historicamente associada à resistência, não à projeção. Onde Nasceu o Design: O design do Azimut surge no centro de design da AvtoVAZ, como conceito estratégico dentro do ciclo mais recente de reposicionamento estético iniciado com o Vesta. Desenvolvido por uma equipe já amadurecida sob influência internacional, o projeto não responde a uma demanda imediata de mercado, mas a uma necessidade interna de coerência e ambição. O Azimut carrega a reputação de um manifesto visual: um objeto que permite à marca experimentar volumes, superfícies e posturas sem as amarras completas da produção em série. É design como discurso, não como produto final. Design exterior: O exterior do Azimut é definido por volumes fortes e superfícies tensas, organizadas com clareza quase arquitetônica. A carroceria assume proporções de SUV compacto, mas evita a robustez caricata. A dianteira é alta e afirmativa, com assinatura luminosa fina e horizontal que cria um rosto tecnológico e confiante. O capô apresenta nervuras bem marcadas, conduzindo o olhar para a frente e reforçando sensação de direção e intenção. As laterais são o campo principal da linguagem formal. Vincos profundos e angulares, organizados em planos sobrepostos, criam jogos claros de luz e sombra. Há tensão constante entre superfícies planas e cortes precisos, sugerindo disciplina mais do que fluidez. A traseira encerra o volume com massa visual bem ancorada, lanternas horizontais e geometria limpa, evitando excesso ornamental. O Azimut não tenta parecer rápido; tenta parecer decidido. Design interior: O interior do Azimut assume postura conceitual clara, funcionando como laboratório de organização espacial e interação. O painel apresenta arquitetura horizontal ampla, com superfícies contínuas e redução deliberada de ruído visual. A sensação é de espaço organizado, quase modular, onde cada elemento parece ter sido posicionado por hierarquia funcional. Os bancos, de desenho escultural, sugerem espuma de densidade média a alta, com volumes bem definidos e postura correta. A posição de dirigir é elevada e dominante, coerente com a tipologia SUV, mas sem exagero. O interior não busca luxo clássico; busca clareza, modernidade e sensação de controle. É um espaço que comunica método. Cores e materiais: Externamente, o Azimut explora cores conceituais de alto contraste e acabamento contemporâneo: tons sólidos profundos, cinzas metálicos de granulação fina e superfícies com brilho controlado, quase acetinado. A luz se comporta como ferramenta narrativa, destacando vincos e arestas de maneira precisa, nunca difusa. No interior, a proposta material sugere polímeros de toque suave nas áreas superiores, superfícies foscas para reduzir reflexo e inserções com textura técnica — possivelmente tecidos sintéticos de trama fechada ou acabamentos inspirados em materiais industriais. A paleta interna tende à sobriedade, com contrastes gráficos pontuais. A sensação tátil é pensada para ser contemporânea, não decorativa. Painel interno: O painel do Azimut é um exercício de síntese digital. Instrumentação integrada, telas amplas e interfaces minimalistas substituem a fragmentação tradicional. Os comandos físicos são reduzidos ao essencial, sugerindo feedback tátil preciso e respostas claras. As saídas de ventilação são incorporadas ao desenho como fendas discretas, reforçando continuidade formal. O volante, de desenho geométrico e empunhadura espessa, sugere controle e modernidade. O painel não quer impressionar por complexidade; quer tranquilizar pela ordem. Estrutura e proporção: As proporções do Azimut são cuidadosamente equilibradas. O entre-eixos visualmente longo, os balanços curtos e a altura controlada criam uma silhueta estável e contemporânea. A massa visual é bem distribuída, com centro aparente baixo para um SUV, evitando sensação de peso excessivo. O carro parece assentado, confiante, com postura que comunica segurança e domínio do espaço. Não há gestos supérfluos: a arquitetura fala antes da superfície. Curiosidades e bastidores de design: Como conceito, o Azimut permite à equipe explorar soluções que talvez só cheguem à produção de forma diluída. Elementos como a linguagem angular mais radical, a integração total de interfaces digitais e a limpeza extrema de superfícies funcionam como teste de aceitação estética e técnica. O projeto também sinaliza a intenção da marca de dialogar com mercados globais sem recorrer à cópia direta, buscando identidade própria dentro do segmento SUV. Filosofia estética: A estética do Azimut é a da direção consciente. Ele acredita que o design deve indicar rumo, não apenas resolver função. Suas formas são tensionadas, suas superfícies disciplinadas, sua linguagem visual assertiva e controlada. É um design que valoriza clareza, intenção e presença como fundamentos éticos. Sua moral estética está na escolha — no azimute traçado. Síntese estética: Em síntese, o Azimut é um objeto de design que funciona como bússola. Ele não existe para ser avaliado como carro isolado, mas como sinal de maturidade conceitual. Sua silhueta precisa, seus volumes controlados e sua arquitetura interior organizada transformam o conceito em argumento: a marca não quer mais apenas resistir, quer orientar. O Azimut não promete exatamente o que virá — ele promete que há, enfim, um caminho sendo seguido com consciência formal e ambição estética.

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