

Allanté
Cadillac
Anunciados
Titulo
Fabricação:

O Cadillac italiano que desafiou os roadsters europeus
O Cadillac Allanté foi lançado em 1986 e vendido até 1993 como a grande aposta da General Motors para enfrentar os luxuosos roadsters europeus, em especial o Mercedes-Benz SL e o Jaguar XJS. Foi um projeto ousado que buscava reposicionar a Cadillac em um patamar global de prestígio e inovação, ao mesmo tempo em que preservava o caráter americano da marca. Seu design sofisticado ficou a cargo da Pininfarina, renomado estúdio italiano responsável por desenhar algumas das mais belas criações da Ferrari e de outras marcas. O Allanté se destacava como um roadster elegante de dois lugares, que combinava a imponência da Cadillac com a sofisticação europeia.
A Cadillac, fundada em 1902 e tradicionalmente associada ao luxo americano, via no Allanté uma oportunidade de reforçar sua imagem de inovação. O logotipo com o escudo Cadillac ganhou ainda mais impacto no modelo, colocado em um carro que literalmente cruzava o oceano durante sua produção: a carroceria era montada na Itália pela Pininfarina e depois enviada de avião para os Estados Unidos, em cargueiros especiais apelidados de “Air Bridge”, onde recebia a mecânica e finalização. Esse processo incomum, embora caro e complexo, ajudou a reforçar o caráter exclusivo do modelo.
No aspecto técnico, o Allanté começou equipado com um motor V8 de 4.1 litros (HT-4100) com cerca de 170 cv, que não entregava o desempenho esperado para um roadster de luxo. Em 1989, passou a oferecer o motor V8 de 4.5 litros, com potência mais próxima do desejado, chegando a 200 cv. A maior evolução veio em 1993, último ano de produção, quando o carro recebeu o aclamado motor Northstar V8 4.6 litros, com 295 cv, associado a uma transmissão automática de quatro marchas. Essa atualização finalmente colocou o Allanté em um nível de desempenho mais competitivo frente aos rivais europeus.
A suspensão independente nas quatro rodas e os freios a disco em todas as rodas garantiam estabilidade e segurança, enquanto tecnologias avançadas para a época, como sistema de freios ABS, computador de bordo digital e um sistema de som premium Bose, reforçavam o caráter inovador do carro. O interior era luxuoso, com acabamento em couro italiano e equipamentos de conforto que iam desde bancos aquecidos até ajustes elétricos completos.
No Brasil, o Cadillac Allanté é praticamente um desconhecido, tendo sido importado apenas de forma independente em quantidades muito reduzidas. Sua presença por aqui é quase simbólica, mas justamente por isso ele representa uma verdadeira raridade, despertando o interesse de colecionadores que valorizam modelos exóticos e pouco comuns. No imaginário brasileiro, o Allanté está ligado à ideia de exclusividade, um carro que se diferenciava do padrão dos esportivos europeus e japoneses mais populares entre importados da época.
Em suas gerações e versões, o Allanté não passou por mudanças estruturais radicais, mas sim por melhorias graduais. O design Pininfarina manteve-se praticamente inalterado, o que garantiu identidade própria e atemporal. As maiores alterações foram mecânicas, culminando na versão de 1993 com o motor Northstar, considerada a mais desejada pelos entusiastas. Ao longo de sua vida, cerca de 21 mil unidades foram produzidas, tornando-o um carro relativamente raro mesmo nos Estados Unidos.
Entre as curiosidades, o Allanté é lembrado como um dos projetos mais ousados e complexos logisticamente da indústria automobilística, já que nenhum outro carro antes havia sido montado na Europa e transportado por via aérea em larga escala para ser finalizado na América. Embora seu sucesso comercial tenha sido limitado, ele deixou um legado de inovação e demonstrou a disposição da Cadillac em ousar e desafiar os gigantes europeus em seu próprio território.
Sobre o design:













































